As Propostas

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PORTO: AGORA AS PESSOAS

Nos últimos anos, o Porto sofreu com a austeridade. A falta de intervenção da Câmara e a sua obsessão pelo negócio imobiliário fez persistir e agravar muitos dos problemas da cidade e das e dos portuenses, apesar das mudanças políticas em curso no país.

A reabilitação urbana, tão necessária quanto urgente, foi deixada pela Câmara à mercê da especulação e dos negócios. O resultado está à vista: a subida das rendas e o bloqueio no acesso à habitação.

Hoje é fácil visitar o Porto mas é difícil aqui habitar. Mais de oito mil portuenses deixaram a cidade entre 2013 e 2016.

A cidade perdeu população e envelheceu. No Porto, uma em cada quatro pessoas tem mais de 65 anos. Muitas vivem em total solidão e isolamento, que a pobreza e as limitações da mobilidade urbana se encarregam de agravar.

Nas políticas sociais, a aposta da CMP no assistencialismo privado e caritativo traduziu-se na redução do orçamento municipal dedicado a vencer o défice social para uns ínfimos 3%. Não admira que o programa de apoio às pessoas em situação de sem-abrigo continue por implementar e que a saúde pública não tenha as respostas necessárias.

A derrota da direita no país travou a privatização da STCP e da Metro do Porto mas ainda muito está por fazer. A linha de metro do Campo Alegre foi reduzida e adiada, os STCP continuam a sofrer com falta de meios. O estacionamento pago – e caro – é uma nova dor de cabeça para comerciantes e para moradores e moradoras. A cidade regista níveis preocupantes de poluição. A qualidade de vida é ainda prejudicada pela enorme carência a nível da oferta de ensino pré-escolar público, escassez de espaços verdes e oferta desportiva.

Com este executivo, a Câmara perdeu transparência, à medida que crescia o poder pessoal do presidente, e se evidenciavam os seus conflitos de interesse. Alguns progressos sectoriais não iludem a frustração e o falhanço do mandato de Rui Moreira em aliança com o PS de Pizarro e o CDS. Juntos impediram no Porto a mudança política que se verifica no país.

Acreditamos​ ​que​ ​o​ ​Porto​ ​pode​ ​ser​ ​melhor.

Queremos uma cidade onde o turismo é regulado. Onde se garante proteção da especulação das rendas a quem habita a cidade. Um Porto cosmopolita, onde a participação e a democracia se sobrepõem às negociatas da elite. Uma Câmara Municipal que utiliza os seus recursos com clareza e respeito pelas regras republicanas.

Acreditamos que o apoio social é um direito democrático inalienável das cidadãos e dos cidadãos e não uma esmola caritativa. É possível viver num Porto que respeite as suas pessoas, promovendo uma educação de qualidade e acessível, assumindo as prioridades para uma saúde pública eficaz. Uma cidade que vive a cultura sem a tratar como uma montra.

Para isso é preciso fazer ouvir quem na cidade não se revê no atual executivo e está descrente de quem até há pouco foi aliado e pilar desta governação, e cujo objetivo evidente é o retorno a um entendimento que continuará a mesma política.

Acreditamos que a candidatura do Bloco de Esquerda, protagonizada pelo João Teixeira Lopes na Câmara Municipal e pelo João Semedo na Assembleia Municipal, representa essa alternativa para a cidade.

Porto:​ ​agora​ ​as​ ​pessoas.

Alexandra Oliveira
João Teixeira Lopes
João Semedo
Catarina Martins
José Soeiro

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PRIORIDADES​ ​PARA​ ​TRANSFORMAR​ ​O​ ​PORTO

1. DIREITO A HABITAR NO PORTO
2. TRANSPORTES E MOBILIDADE
3. COMBATER A POBREZA, GARANTIR OS DIREITOS SOCIAIS
4. TRANSPARÊNCIA, PARTICIPAÇÃO E CIDADANIA
5. POR UMA CULTURA PARA TODA A CIDADE
6. A EDUCAÇÃO COMO DIREITO
7. SERVIÇOS PÚBLICOS E MUNICIPAIS DE QUALIDADE
8. IGUALDADE NA DIVERSIDADE
9. URBANISMO E AMBIENTE
10. CIDADE AMIGA DOS ANIMAIS

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