Habitar que Porto? – Opinião de Miguel Lobo Barbosa

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Artigo de opinião de Miguel Lobo Barbosa, ativista e candidato do Bloco de Esquerda à Assembleia Municipal

Ao longo desta campanha autárquica, muitos foram os que tentaram analisar semiologicamente o slogan do candidato do Partido Socialista, Manuel Pizarro. Falamos, claro, do “Fazer pelos Dois”, caricata declinação da canção de Salvador Sobral.

A leitura mais popular – e, convenhamos, a mais óbvia – aponta serem estes “dois” o próprio Pizarro e o seu antigo/futuro aliado, Rui Moreira. Outra visão que podemos também avançar, sobretudo desde a divulgação do programa “Habita Porto”, leva-nos a um Pizarro ainda mais abnegado: faz pelo actual presidente (outro grande cultor da lógica PPP), mas também pelas grandes empresas da construção civil.

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Entre a política real e as sondagens vai a distância das nossas aspirações

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Artigo de opinião de Susana Constante Pereira, candidata do Bloco à Junta de Freguesia de Lordelo do Ouro e Massarelos e à Assembleia Municipal

Porque se tornam generalizadamente um instrumento de pendor eleitoralista, as sondagens são uma variável potencialmente perigosa nos processos democráticos e, enquanto tal, nunca favoreceram os partidos pequenos. São usadas como peça de um jogo mais ou menos invisível no qual as pessoas se tornam peões, de forma mais ou menos inconsciente. Jogo esse em que interessa tudo menos a política concreta. Porque a política concreta não se traduz por amostras e não se resume a dados demográficos.

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Rui Moreira e a Selminho, transparência e seriedade

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Artigo de opinião de João Semedo, candidato do Bloco à Assembleia Municipal do Porto

Rui Moreira, durante um debate eleitoral realizado recentemente, acusou-me de usar o caso Selminho para fazer uma campanha negra contra ele.

Rejeito a acusação. O caso Selminho é grave, não é uma invenção nem do Bloco de Esquerda nem da comunicação social. Tenho insistido no esclarecimento dos pontos mais melindrosos. O que é negro, aliás, mesmo muito obscuro, é Rui Moreira recusar-se a esse esclarecimento, o que só agrava as fundadas suspeitas que recaem sobre a sua atitude, participação e decisões neste caso. Estranho seria que o caso Selminho não fosse tema de debate eleitoral. Uma campanha é o tempo para todos os esclarecimentos.

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